O chá de Sucupira, segundo contam, é excelente para dores ósseas, hérnia de disco, bicos de papagaio e artrites. Em uma entrevista ao Jô Soares, o ator Juca de Oliveira comentou sobre seu caso de artrite, e o uso do chá (veja o vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch? v=-NwMJ5ugovw). A apresentadora Ana Maria Braga já deu esta mesma receita em seu programa também.
O que realmente quero contar aqui, não se resume apenas à forma de preparo, ou ao efeito que a semente propriamente dita, causa no físico. Quero mostrar essa realidade a partir de um ponto de vista diferente.
O de uma experiência minha.
Por causa das tais Sementes de Sucupira, tive revelada uma falha em meu caráter.
A cada quatro anos a diretoria de uma determinada empresa muda, e juntamente com ela, o corpo de coordenadores e superintendentes.
Um desses funcionários desenvolveu em si uma enfermidade, e suas dores eram Amenizadas pela semente de sucupira.
Talvez por eu ser “baixinho”, a pessoa mais próxima do chão, eu tenha sido o premiado
para macetar as sementes (risos)!
Certamente existia um propósito maior que nenhuma de nós sabíamos.
O fato é que o sentimento que me assaltou no momento em que fui chamado para pegar as tais sementes na sala dele, não foi bom. Nos fundos da empresa, chegando ao “local do sacrifício”, me ajoelhei no chão e comecei a martelar aquelas sementes, de três em três, com várias marteladas. Algumas pessoas passavam e viam, umas comentavam, outras só olhavam. Mas a minha condição ali era o que mais fazia diferença.
Cada martelada refletia algo em mim, revelando o que antes não estava em evidência: o meu coração duro. Sei que o orgulho é um caminho sombrio e solitário, e que preciso aprender a servir, mas aquela situação denunciou que preciso ser mais humilde, que ser cristão nem sempre é dizer: sigo a Cristo, e a verdade sussurrou nos ouvidos do meu coração, que nem sempre o que falo, é o que sou.
Aquela situação revelou como estava o meu coração naquele momento.
Ao golpear as sementes com o martelo, parece que ambos os elementos tornam-se vítimas de uma vergonha: meu coração, ao mostrar-se em sua mais crua essência, e a semente, por ser sacrificada por um bem maior.
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