A minha tentativa de engatinhar na escrita deu-se a partir do momento em que entendi que podia dizer o que sentia em forma de poesias, alinhavadas em “Coração Aberto”, meu primeiro livro que, diga-se de passagem, foi muito bem tecido e vestido pela generosidade do nobre amigo e poeta Cid Augusto - norte-rio-grandense que, com seu Prefácio, traduziu com louvor minhas tentativas de dizer “em versos tortos por serem tão intensos também dolorosos”, os meus encontros e desencontros.
Não posso deixar de falar de Paixão Barbosa, amigo jornalista que, brincando, sempre me mostrou com simplicidade e carisma que “escrever é a arte de podar palavras; é fazer algo (além de dizer o que se sente); é ser compreendido”.
Deixo aqui também o meu muito obrigado ao pastor, amigo, pai, companheiro de lágrimas e tantas coisas mais, Aser Fernandes, que além de contribuir para que eu me tornasse uma pessoa melhor, mostrou-me, com sua Epígrafe, um pouco daquilo que só um pai que ama consegue enxergar e ver no coração de um filho que ainda não sabe dizer o que sente.
Em “Coração aberto”, atirei-me pela primeira vez por completo ao longe... e bem longe, para fazer viver aquilo que fazia rebuliço dentro do meu peito e me conduzia a pensamentos nunca vividos, jamais experimentados.
Na tentativa de dar vida ao livro “Coração Aberto”, também pude percorrer trilhas que acabaram por proporcionar-me a possibilidade de conhecer cenários, personagens encantadoras, marcadas por um passado nobre e feridas, embora escrito em poesias tristes e versos inacabados.
Mas, ainda assim, motivado por “paixões de adolescente”, quis ir mais além e cheguei a “Sonhos & Realidades”, meu segundo livro, o qual foi louvado e aplaudido por meu amigo e poeta, Caio César Muniz, também norte-rio-grandense, por sua simplicidade. Livro que traz também no seu bojo, versos, alegrias, tristezas de ter apreciado os cantos das gaitas errantes, e de conhecer as frágeis estruturas de um sentimento fundamentado e aprisionado à sombra de uma história escrita por um triste passado.
Saí daquele cenário e continuei a caminhada em busca de explorar novos horizontes e, nesse ínterim, deixei-me “engravidar” por pensamentos e idéias que me impulsionaram a decidir por uma prática de vida diferente, resultando em meu terceiro livro “Fragmentos de mim mesmo”. Este é fruto da metanóia que sofri ao longo da caminhada. É um livro que configura fragmentos da minha vida e retrata de uma forma poética.
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